AFINAL, A INOVAÇÃO TEM CHEGADO À EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

 

another brick in the wall

INOVAÇÃO…(?)

Consiste num termo extremamente utilizado na atualidade, não apenas no âmbito educacional, mas também, em vários setores da sociedade. Entretanto, uma das grandes problemáticas que envolvem essa questão é que muito se tem se falado de inovação sem antes buscar entender o seu verdadeiro significado. Com isso, precisamos não apenas nos provocarmos a compreender o significado da inovação, mas ir além e tentar compreender de onde vem essa inovação e quais são seus verdadeiros objetivos, para, então, pensar em como inseri-la na educação básica.

As atuais necessidades da sociedade, as relações humanas e a maneira de nos colocarmos como sujeitos fazem o olhar para a educação como potência para o desenvolvimento humano tornar-se mais frequente. Na atual estrutura da sociedade, diversos setores civis que orientados, principalmente, pelos serviços pautados nas necessidades das pessoas acabam por discutir e tentar compreender quais modificações podem trazer mudanças, benefícios e facilidades nos processos educativos. Surge a inovação! E agora?

COMO INOVAR E PARA QUEM?

Quando se trata de inovação, é nítido que a tecnologia aparece como um dos grandes expoentes. É imprescindível que aprendamos a lidar com as novas tecnologias, até porque hoje elas estão presentes em praticamente todos os campos do conhecimento e em nossas principais atividades diárias. Muito se insere de tecnologia no dia-a-dia. Porém, é um tanto quanto intrigante como ainda nos estruturamos em uma sociedade que se esforça para implementar a tecnologia, sendo que ainda sofre de maneira intensa com seus relacionamentos pessoais, abusos de poder, falta de precaução e disseminação do ódio.

O olhar da inovação precisa ser o olhar do momento histórico, político e social que a sociedade, alvo dessa inovação, possui. Ou então, a inovação servirá, apenas, para a manutenção da sociedade da maneira que ela sempre se estruturou: com oportunidades para uma minoria e com pouca responsabilidade social ou intervenções realmente práticas e valiosas.

AONDE QUEREMOS CHEGAR?

A inovação precisa proporcionar e sustentar o empoderamento e a leitura de mundo. Talvez esteja aí a grande defasagem ocasionada ao longo da história da nossa sociedade.

A nossa educação preocupa-se com a erudição e com o acúmulo de conteúdo. Valoriza o cognitivo e subestima a permanência e avanços culturais. Com isso, é coerente sugerir que as iniciativas inovadoras serão reconhecidas sejam por ressignificar seus espaços, metodologias de ensino-aprendizagem ou abordagens diferentes de gestão, como por trazer vida aos ambientes educacionais. O olhar da inovação precisa estar em consonância com o objetivo de criar um cenário educativo que impulsione o desenvolvimento dos seus envolvidos e favoreça seus respectivos exercícios como seres políticos e sociais.

O favorecimento de situações que permitam o desenvolvimento integral dos sujeitos deve estar alinhado à discussão das propostas pedagógicas do século XXI, assim como o entendimento de seus envolvidos – alunos, pais, gestores e comunidade. Percebe-se, que, em sua maioria, as entidades educacionais esbarram-se no acúmulo de conhecimento inutilizado e acabam por formar sociedades em que os cidadãos atuais terminam por não dominar conhecimentos da vida prática, dinâmica, complexa e essencial.

Inovar deve estar associado à mudança, mas a mudança com quebra de paradigmas instalados nos processos educativos cada vez mais conteudistas e massacrantes. Ao questionar isso, podemos, de fato, caminhar para atingir um cenário educativo verdadeiramente inovador, onde prevaleça o relevante fazer de uma formação voltada para a cultura, tendo a vida sempre como alvo a fim de que as vidas sejam vividas de maneira mais intensa, íntegra e plena.

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