Sete obras da Netflix para você conferir nas férias

Sete obras da Netflix para você conferir nas férias

Netflix-BLOG_linkA gente sabe que julho é tempo de férias, de dar aquela relaxada após um intenso primeiro semestre, de talvez dar uma revisada pontual naquelas matérias atrasadas, e também de … NETFLIX! E é justamente pensando nisso que nós do PEdu pensamos em propor sete obras originais Netflix para você conferir nessas férias, de modo que sirva para dar a famosa relaxadinha, mas conseguindo, de quebra, relembrar ou conhecer alguns conteúdos novos e que podem te ajudar bastante no segundo semestre.


Clique na imagem e faça o download da lista completa para poder seguir nossas dicas! ☞


Fazemos a questão de relembrar a vocês que as obras aqui indicadas não foram indicadas em nenhum outro material do PEdu, uma vez que temos podcasts e vídeos em que falamos sobre obras audiovisuais. Tivemos o cuidado de, cada vez mais, indicar o máximo possível de obras relevantes para vocês. Ainda sobre o processo de curadoria dos filmes e séries, tentamos mesclar ao máximo os estilos (filmes e séries, documentais e ficcionais, e sobre os mais diversos temas).

 

13th_(filme)1) A 13ª Emenda (2016)

 O filme documental “A 13ª Emenda” (2016), da premiada diretora Ava DuVernay, é uma proposta de reflexão sobre condição do negro nos Estados Unidos através da história. Veremos como eram as leias e as regras sociais em fins do século XIX, passando por todo o século XX e a luta pelos direitos civis, vendo os conservadores anos 80, e chegando aos complexos dias atuais. Em seu pouco mais de 1h30 de duração, temos aqui o que pode ser a obra-prima da diretora, uma vez que a narrativa que vemos é extremamente contundente e incrivelmente necessária. Vale a pena parar para conferir esse grande filme nas férias de julho.

3626142) Os Capacetes Brancos (2016)

 O curta-metragem documental “Os Capacetes Brancos” (2016), do britânico especialista em documentários Orlando von Einsiedel, nos apresenta um pouco da realidade daqueles que vivem em meio à guerra da Síria e que, uma vez sem os empregos padrão, e por amor ao seu povo e ao seu ideal de país, se propuseram voluntariamente a ajudar os feridos da guerra. Esse grupo de paramédicos é essencial em meio à bombardeios, uma vez que sua especialidade é retirar feridos dos escombros e dar o primeiro atendimento. “Os Capacetes Brancos” é uma obra que em sua curta proposta de 40 minutos nos choca ao mostrar o dia-a-dia da guerra e daqueles que se propõe a ajudar o próximo em tempos sombrios.

365784.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxx3) Castelo de Areia (2017)

 O filme “Castelo de Areia” (2017), dirigido pelo brasileiro Fernando Coimbra, é uma obra ficcional sobre a guerra do Iraque perfeita para entender o mecanismo de alistamento de jovens estadunidenses que se propõe a atravessar o globo para guerrear. Acompanhamos o protagonista Matt Ocre (Nicholas Hoult) que se alista para tentar conseguir dinheiro e fazer a faculdade dos sonhos nos Estados Unidos, e, uma vez que percebe o que de fato é a guerra e como ele odeia fazer parte daquilo, ele tenta de tudo para conseguir voltar. No meio desse trajeto, ele tenta fazer a diferença positivamente dentro de um cenário de caos, guerra, morte, trapaças, mentiras e tantos outros.

laert_GUkOJMg4) Laerte-se (2017)

 Em “Laerte-se” (2017), seu filme de estreia, Lygia Barbosa se junta à jornalista Eliane Brum para contar a história da grande cartunista brasileira Laerte e de seu processo de autoaceitação enquanto mulher. Uma obra interessantíssima para compreender não apenas o processo de ser trans, como também ver um pouco mais da vida e da obra daquela que é uma das mais importantes figuras dos cartuns brasileiros; até mesmo porque esta sempre se fez uma figura bastante reservada dentro da grande mídia, dentro do que diz respeito a sua vida pessoal. Então, oportunidade imperdível para debater a temática LGBTI+, além de entrar em contato com uma grande artista nacional.

51CE2LKr85L5) First They Kill My Father (2017)

 Você provavelmente conhece a Angelina Jolie, uma grande atriz de obras como “Garota Interrompida” (1999), “Sr. e Sra. Smith” (2005) e “Malévola” (2014), mas em “First they kill my father” (2017) você irá conhecer uma nova faceta dessa grandiosa artista: ela como diretora e roteirista da obra. Baseado em uma autobiografia homônima, acompanharemos a vida de uma garotinha em plena guerra no Camboja. Esta guerra, que é contemporânea à guerra do Vietnã, se deve aos conflitos da Guerra Fria, em que o Khmer Vermelho (grupo comunista) matou milhões em conflito com o governo capitalista do sul. Agora imagine ver todo esse contesto pelos olhos de uma criança de 5 anos de idade, que é a sobrevivente Loung Ung que ajudou, inclusive, na produção do filme. É justamente esse aspecto que faz desse uma das melhores obras do catálogo da Netflix, tanto que chegou a concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

pachamama_810297366) Pachamama (2019)

 Em “Pachamama” (2019), o diretor argentino Juan Antin nos apresenta uma animação de pouco mais de uma hora, toda contextualizada com a cultura andina. Nesta adorável aventura, acompanhamos uma dupla de crianças que partem em busca de recuperar um artefato importante de sua vila nos Andes que foi roubada. É uma obra divertida na mesma proporção que interessante para saber mais sobre a cultura de povos andinos, como podemos ver já no nome da obra, uma vez que Pacha Mama é a deidade máxima de povos como os Incas e de todos aqueles que habitam a Cordilheira dos Andes.

girls_incar7) Garotas no Cárcere (2019)

 Não é a primeira vez que a Netflix protagoniza uma obra original sobre prisões femininas, basta ver uma de suas séries carro-chefe “Orange is the new black” (2013 – até hoje). Entretanto, “Garotas no Cárcere” (2019), esta série documental de 16 episódios, vai nos mostrar a realidade nua e crua não de simples detentas, mas de adolescentes no cárcere. Ou seja, mudamos o foco de garotas que estão preocupada com a sua noite de formatura, assunto tão comum nos Estados Unidos, e vamos para esta realidade em que o desenvolvimento pessoal ocorre dentro das celas. Uma obra pungente, divida em duas temporadas de 8 episódios, e que vale muitíssimo a penas (e de quebra, já fica a menção honrosa aqui para “Orange is the new black”).

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200px-Cablegirls8) As telefonistas (2017)

 Para encerrar a lista, temos a série ficcional espanhola “As telefonistas” (2017), em que nos apresentará o dia-a-dia de mulheres que, em pleno 1928, trabalham em uma empresa de telemarketing de Madri. Entretanto, não é apenas sobre isso; a proposta da obra é trabalhar a realidade feminina em um ambiente extremamente conservador e patriarcal, da Espanha de início do século XX. Além de nos dizer como mulheres com ideais libertários e feministas apresentar como essas mulheres feministas tinham que lidar neste contexto. 

Bom, agora vocês têm três documentários, dois filmes de ficção, uma animação, uma série documental e uma série ficcional para conferir nessa férias. Ou seja, tem para todos os gostos e estilos, é só conferir! Além disso, lançamos um podcast “Pedu com Menta” especial para julho de 2019 apenas com indicações de filmes, séries, livros, quadrinhos e músicas para conferir nessas férias. Então, bora conferir lá no Spotify e somar com essa lista aqui.

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